Tu Sais Je Vais T´Aimer

Henri Salvador

 

 

 

 

 

 

Pra quem ainda não matou a “charada”, essa é a versão (absurdamente linda, por sinal) de “Eu Sei Que Vou Te Amar” em francês. Nesse clip, especificamente, com a interpretação perfeita de Henri Salvador.

Há muito tempo que não vejo alguém cantar com tanta tranquilidade e paz. Na minha opinião, um “João Gilberto” que nasceu na Guiana Francesa, mas que deveria ter nascido no Rio ou em Itapuã…

Bravo!!

Henri Salvador – Tu Sais Je Vais T’Aimer

Ed Motta, body & soul

 

Estava há pouco revendo um video indicado pelo Ed Motta no twitter (@EdMotta), onde ele canta junto com a Deise (Fat Family). Eu já tinha visto entrevistas dele elogiando a voz da Deise e já havia visto eles juntos cantando esta mesma música (Ainda Lembro), mas o que mais me chamou a atenção (e sempre chama, se tratando do Ed) foram as expressões de prazer dele em estar ao lado dela, em poder estar ali perto e ter aquela voz abençoada ali com ele. Em momentos do video vemos ele até parar de cantar para rir de felicidade!

Ed Motta é conhecido por ser extremamente rígido e com percepção aguçada quando o assunto é música (depois descobri que ele se dedica com igual intensidade a tudo o que lhe dá prazer: vinhos, cerveja, culinária, LPs…). Vê-lo completamente solto e curtindo muito estar ali, é realmente um prazer à parte. Confesso que o que me leva a rever o video várias vezes, na maioria delas é pra curtir o prazer do Ed em estar com a Deise, realmente um privilégio para todos (ele, ela e EU).

Quando ele está no palco, você consegue ver a música passando através dele, isso é genial! Ele, como todo bom músico, se liga em detalhes que – para muitos – podem passar desapercebidos: timbres, tons, nuances sutis, modulações atípicas…

Para quem curte o trabalho do Ed há algum tempo (eu acompanho desde o primeiro LP) sabe da sua diversidade e entrega à música.

No cd Dwitza, por exemplo, você encontra um Ed Motta experimentalista, misturando e combinando sons de diversos modelos de teclados, sintetizadores e pianos com sua voz – uma alquimia sonora – que eu só fui compreender totalmente quando vi o “making of” do DVD do show de mesmo nome, que mostra o processo de pesquisa e experimentação dos timbres de uma enorme variedade de teclados e afins. Um absurdo de bom.

Falando no DVD do Dwitza, ali tem outro momento semelhante ao do video que comentei no começo: é imperdível ver o Ed curtindo a canja da Tania Maria tocando Funky Tamborim. Bom, até eu ficaria babando no teclado…

Para fechar, queria mencionar também a diversidade de repertório do Ed. Além dele próprio ter feito gravações nos mais variados gêneros, destaco alguns duos que ele fez que eu particularmente gosto muito: Ed & Miltinho cantando “Meu Nome É Ninguém”, Ed e Alcione cantando “Mesa de Bar”, Ed e Roupa Nova cantando “Bem Simples”, Ed e Maria Rita em “Turma da Pilantragem” (inclusive, do último trabalho do Ed) e, um dos primeiros duos, Ed e Marisa Monte cantando “These Are The Songs” que recria a clássica gravação de Tim Maia e Elis Regina (compacto simples pela Fermata em 1969).

Para conhecer mais do trabalho do Ed Motta, é só visitar os sites dele (http://edmotta.uol.com.br/ http://ed-motta.blogspot.com/) ou seguir no twitter (@EdMotta, caso não tenha visto o link já na primeira linha…).

Um último detalhe: se for seguir ele no twitter, observe a AULA de música que ele dá diariamente, trazendo um mundo de links sobre os mais diversos estilos musicais. A sua contribuição para a educação musical não tem limites. Aplaudo de pé. Obrigado xará.

Pra Dizer Adeus

Confirmando o que dizem que a maioria das músicas “tristes”, de fossa são lindas, resolvi trazer uma das minhas preferidas (não que eu esteja na fossa, longe disso!).

O que me motivou a escrever este post foi eu ter ouvido (a tempos não ouvia este CD) esta música na voz da diva Sarah Vaughan. Ok, ela cantou em inglês. Mas ela DESTRÓI… Seus graves, seu vibrato, sua afinação, sua emoção… Bom, daria pra falar linhas e linhas sobre ela mas, como o foco aqui é música brasileira, vamos ficar na história da música.

Pra Dizer Adeus é uma composição de Edu Lobo e Torquato Neto. Segue a letra (vou colocar em português e inglês, por conta do áudio da Sarah Vaughn). Só ouvindo para entender a beleza desta música.

No final, link para ouvir as duas versões (Uma do Edu com o Tom e a outra, da Sarah Vaughan):

Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho

Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho

Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer

Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus

Goodbye
It’s all over now
You been gone before
But this time it´s over

There´s no much to say
You’re not coming back
You just close the door
Leaving me alone now

Oh was it just a dream
Never really true
Why am I so lonely
Oh so lonely
Please come back to me

Come if it’s one more time
Come even just to say
Just to say adeus

Oh was it just a dream
Never really true
Why am I so lonely
Oh so lonely
Please come back to me

Come if it’s one more time
Come even just to say
Just to say goodbye

Pra Dizer Adeus (dueto com Tom Jobim)

To Say Goodbye

Minha posição em relação à música gratuita – por Leoni

Segue artigo, na íntegra, que copiei do blog do Leoni:

Acho que preciso esclarecer algumas coisas em relação ao que eu penso sobre música gratuita na internet:

1) Não faço parte de nenhuma das duas torcidas mais comuns. Não acho que tudo tem que ser gratuito e acabou, nem posso concordar com que se tente punir quem baixa música de graça.

2) Não acho que a gratuidade seja uma meta. Ela é um mal irreversível para os artistas em atividade, contra o qual é tão inútil lutar, como não concordar com a lei da gravidade.

3) A música tem custo e valor, ela não é feita de graça. A música grátis tem que fazer parte de uma estratégia para divulgar e vender – seja música, ingressos de shows ou merchandising.

Digo essas coisas porque sinto que preciso me posicionar para não ser colocado como exemplo de posturas que não tenho.

Faço parte do Música Para Baixar porque acredito que não haja como controlar o compartilhamento de música pela internet. E que, em diversos casos, o controle seria péssimo para a cultura. Vejam os casos de discos que estão fora de catálogo. O desinteresse de uma gravadora em lançar o repertório de determinado artista colocava-o no ostracismo irreversível. Que direito têm as gravadoras de impedirem a sociedade de ter acesso a um bem cultural? Quantas jóias ficavam trancadas nos cofres dos detentores de direitos autorais e agora circulam livremente pela rede, beneficiando artistas e público? Processar os fãs, ou impedir que eles tenham acesso ao que desejam, nunca me pareceu uma estratégia muito inteligente para se conquistar mais fãs. Outro dia – outubro de 2009! – vi um advogado da indústria do disco dizer que a forma de se controlar os downloads “ilegais” é usando de tecnologia e que o DRM é uma forma eficiente de fazê-lo. Em que mundo essa pessoa vive? Todo mundo desistindo do DRM e ele achando que é solução!

Quais a principal vantagem da gratuidade? Divulgação. A música gratuita chega muito mais facilmente às pessoas, já que elas podem conhecê-la antes de se decidir a gastar dinheiro. Se você não der, a possibilidade de que as pessoas queiram se arriscar no escuro é infinitamente menor. Se compararmos ao preço do jabá para ter execução em rádio, o compartilhamento de arquivos é uma bênção para os artistas. Os fãs fazem o trabalho que precisamos, sem cobrar, e gratos pela nossa generosidade. Daí o mote do Música Para Baixar: Fã não é pirata! É divulgador. E esse quer nos ajudar financeiramente para que continuemos a dar o que ele quer: música de qualidade.

Quando as rádios começaram a executar música as gravadoras acharam que ela seria danosa para as vendas, porque ninguém compraria algo que estava sendo entregue de graça nas casas das pessoas. E nada foi tão importante para divulgar e vender música quanto o rádio. Estamos no mesmo caso. Nada divulga e populariza tanto a música quanto o acesso gratuito à mesma.

Por outro lado, não quero o fim do direito de autor – embora ache que ele precise ser revisto -, não acho que a cultura é social e gratuita por princípio, não quero o fim das gravadoras. E quero ganhar dinheiro sem culpas esquerdistas.

Resumindo, não há negócio nem profissão que seja totalmente gratuito. Alguém tem que pagar alguma coisa em algum momento para que haja profissionais sobrevivendo daquele negócio. Mas a proibição de compartilhamento de música na rede, além de impossível, não vai ser o esteio financeiro dessa história. Quero que abracemos a gratuidade como uma das ferramentas para nos aproximarmos do nosso público e criarmos uma outra forma mais inteligente e contemporânea de ganharmos a vida fazendo música. Dialogando o @penas, música é profissão, sim. Mas muito diferente do que já foi.

Leoni Digital

A Maioria das pessoas que me conhecem sabem, ao menos, 3 coisas a meu respeito: sou músico, sou viciado em tecnologia (pense em algo, eu estou lá…) e um pesquisador apaixonado pela nossa MPB.

Tive uma grata surpresa quando, essa semana, resolvi tirar um tempo para me aprofundar nos meus twitts e ir verificar o trabalho do Leoni, muito além do compositor e músico já consagrado. Fui averiguar o Leoni crítico, formador de opinião, militante de causas nobres e também altamente “tecnologizado”. Fiquei surpreso. Explico.

A algum tempo acompanhando o Leoni no twitter, eu lia sobre “música líquida”, “música pra baixar”, “manual de sobrevivência no mundo digital” e outros temas que foram me deixando muito curioso para ver o que esse cara estaria aprontando… 🙂

Ao ler o seu blog fui ficando perplexo por reconhecer ali muito do que tenho conversado com diversos amigos músicos e tecnólogos, sobre os caminhos da música diante deste mundo de infinitas possibilidades chamado internet. Da dificuldade que se tem hoje de controle do acesso a músicas que estão disponíveis aos gigabytes pela internet, torrents, etc… Ele é extremamente didático e abrangente, tentando cercar todos os lados dos conceitos, problemas, polêmicas, vantagens, modelos de negócio e tudo mais que envolve a ideia de se ter SIM uma (ou diversas) saída sadia para se ganhar dinheiro com música e ao mesmo tempo ter seu material disponível na internet de forma oficial e livre. Fiquei mais fã ainda do cara (como músico ele dispensa apresentações, certo? Em especial pra música “Fotografia”, uma delícia!).

Prometo (já até falei com ele pelo twitter – super simpático e prestativo) que vou ajudar no que puder para que este movimento vá para frente. Leoni está pensando como MÚSICO, que vive do seu trabalho e que encontrou formas super viáveis e inteligentes de que ambos os lados (músicos e público) convivam em harmonia neste mundo digital e sejam todos felizes.

O conceito da música líquida é fantástico. Já curti a própria expressão: música líquida! Genial.

No seu “Manual de Sobrevivência no Mundo Digital” (download gratuito), Leoni explica o conceito de “música líquida” que inclusive deu nome ao seu blog:

” A música está onipresente, disponível para todos. Como a água na torneira de casa. Por que não aproveitar?”

Genial. Acho que já escrevi isso…

Bom, com o Leoni devidamente informado, vou postar alguns textos dele para que todos entendam melhor esses conceitos todos que, se forem realmente colocados em prática, TODOS vão sair ganhando.

Leoni, parabéns pelo seu trabalho. Por TODO ele. Estamos (eu e o MPBits) contigo.

Bar x Academia

Como a nossa música é, em muitas das suas deliciosas histórias, ligada na vida noturna dos bares, achei merecida esta “homenagem” ao berço de muitas de nossas melhores músicas (só para ilustrar, Tom e Vinicius tinham carteirinha de “sócio-atleta” de vários bares do Rio).

Este texto eu recebi por email, sem referência de autoria. Se alguém souber, por favor me avise que eu acerto aqui.

Por que será mais fácil frequentar um bar do que uma academia?

01 – Vantagem Numérica

Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho.

1×0 pro bar…

02 – Ambiente

No bar todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia a dia amolece no primeiro gole de cerveja

Na academia todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia..

2×0  pro bar

03 – Amizades simples e sinceras

No bar ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se seu copo está cheio ou vazio.

3 x 0 pro bar.

04 – Compaixão

Você já ganhou alguma “saideira” da academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça?

No bar, com certeza você já ganhou uma cerveja “por conta”

4×0 pro bar..

05 – Liberdade

Você pode falar palavrão na academia?

5×0 pro bar

06 – Libertinagem e Democracia

No bar você pode dividir um banco com uma pessoa do sexo oposto ou do mesmo sexo. O problema é seu…

Na academia, dividir um aparelho dá até briga

6×0 pro bar

07 – Saúde

Você já viu um frequentador de bar reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?

7×0 pro bar

08 – Saudosismo

Alguém já tocou sua música romântica preferida na academia? É só bate-estaca, não é?

8×0 pro bar

09 – Emoção

Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia?

9×0 pro bar

10 – Memória

Você já aprontou algo na academia, digno de contar para os seus netos?

10×0 pro BAR!!!

Portanto, se você tem amigos na academia repasse este informativo para salvá-los do mau caminho…

PS: Você já fez amizade com alguém tomando Gatorade? (saideira…)

Marcelo de Alvarenga – Pianista Brasileiro

Marcelo de Alvarenga

Marcelo de Alvarenga

Continuando o meu “dever cívico”, apresento a vocês um dos grandes pianistas eruditos (ok, ele também sabe ser bem popular… ) do Brasil na atualidade: Marcelo de Alvarenga.

Marcelo é carioca (eu presumo, pois na sua biografia oficial não constam estes dados) e, como a maioria dos músicos de destaque no cenário erudito, começou muito cedo a estudar piano. Dentre seus professores, cito alguns: Maria Alice Frantz e Altair Celina Gomes, prosseguindo com Esther Naiberger, Maria Teresa Soares, Nise Obino e Luiz Medalha.

Venceu sete dos nove concursos nacionais de piano dos quais participou, destacando-se os concursos “Nacional Lorenzo Fernandez”, “Nacional de piano Villa-Lobos/Lorenzo Fernandez” e “Movimento Artístico Lúcia Branco (MALB)”. Recebeu também o prêmio de melhor intérprete da obra de Villa-Lobos, oferecido por sua esposa Arminda Villa-lobos e pelo Museu Villa-Lobos.

Ou seja, o homem é BOM. 🙂

Marcelo, como pessoa, é uma das pessoas mais generosas que conheço. Com toda a bagagem “profissional” que tem, ele tem total humildade de tocar qualquer coisa que você bote na frente dele, sem dar desculpas ou empinar o nariz. Se o assunto é música, você vê na hora a paixão de Marcelo transparecer. Fala com gosto de praticamente todos os gêneros musicais pois, praticamente, já tocou de tudo. Nunca teve medo de experimentar coisas novas, adora desafios. Prova disso é seu extenso repertório que vai desde os ultra-tradicionais compositores eruditos (Scarlatti, Bach, Haydn, Mozart, etc…) até os mais populares. Exemplo desta diversidade: quando conheci o Marcelo, ele tocava em um MUSICAL, mais precisamente estava em cartaz tocando “Porgy & Bess”, de Gershwin.

Agora o que mais interessa a este blog: sua ligação com a música brasileira. O repertório brasileiro de Marcelo é fantástico. Alguns dos compositores que constam no seu repertório: Villa Lobos, Edino Krieger, C. Guarnieri, Santoro, Ernesto Nazareth, entre outros. Sua diversidade impressiona: vai desde os compositores ao repertório, e também na execução (fez recitais solo, duos de piano, piano e violão, etc…).

Entre um recital ou espetáculo teatral, Marcelo ainda dá aulas de piano!

Fica aqui registro de um dos grandes músicos da atualidade. Não só pelo seu indiscutível talento ao piano, mas também pela pessoa que é.

Maiores informações, é só ir no site dele: www.marcelodealvarenga.com.br