Documentários sobre Tom Jobim

A vida e a obra do maestro Tom Jobim serão contadas em dois documentários que serão lançados no ano que vem. “Um Homem Iluminado” é baseado na biografia homônima, escrita pela irmã do compositor, Helena Jobim. O filme terá roteiro adaptado de Nelson Pereira dos Santos e contará com depoimentos de personalidades que dividiram momentos importantes da carreira com Tom Jobim.

Será na Praia Mole, em Florianópolis, o QG de produção do documentário que ele está realizando sobre a vida e obra de Tom Jobim. A escolha de Florianópolis para cenas do filme foi pela semelhança da cidade, que ainda lembra um pouco o Rio de Janeiro dos anos 60. Além de Floripa, Nelson Pereira dos Santos fará cenas na região serrana de Santa Catarina. Porque a natureza era uma das grandes paixões do imortal poeta e maestro soberano.

A Música de Tom Jobim é o título do segundo documentário inspirado na vida e obra do compositor carioca. Na forma de um musical, a produção irá abordar temáticas como o Rio de Janeiro e as mulheres que fizeram parte da vida do maestro.

Fonte: Sucesso e outra fonte não identificada

Choro – Wikipédia

O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo. Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu.

O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são:

“Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu
“Brasileirinho”, de Waldir Azevedo
“Noites Cariocas”, de Jacob do Bandolim
“Carinhoso”, de Pixinguinha

Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado a mais significativa. O chorão mais conhecido e ativo na atualidade é o virtuoso flautista e compositor Altamiro Carrilho, que já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

[Extraído de Choro – Wikipédia]

Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione – WAVE

 Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione em uma “jam”, tocando Wave (Tom Jobim). Sempre é bom ver os grandes nomes do instrumental internacional se divertindo com nossa música. O Victor Biglione por mais que seja argentino, já virou brasileiro a muito tempo!

RENATA GEBARA E A RODA DE JAZZ À BRASILEIRA

Roda de Jazz

Quem nunca ouviu falar numa roda de samba? Carioca que é carioca certamente já. Em qualquer lugar, a qualquer momento, três ou mais amigos se reúnem na mesa de bar pra batucar e cantar e pronto! Está formada mais uma roda de samba.

Quer coisa mais jazzy que o charme do Rio de Janeiro? Andar pelo calçadão de Copacabana, ver o pôr do sol no Arpoador, caminhar por entre as palmeiras imperiais do Jardim Botânico ou pedalar ao redor da Lagoa: em cada esquina uma inspiração pra um Jazz de primeira.

Não é à toa que, da mistura desse dois ritmos, o carioca sempre criativo já tinha criado a Bossa Nova, saída de apartamentos da Avenida Atlântica nos anos 50 e até hoje sinônimo de Brasil no mundo.

Foi unindo essas características do carioca as suas maiores influências musicais – o Jazz e o Samba –, e se questionando por que ninguém fez isso antes, que a cantora Renata Gebara criou a Roda de Jazz à Brasileira: um projeto despojado, despretensioso e, principalmente por causa disso, com a cara do Rio.

Com uma formação dinâmica – Renata Gebara na voz, João Gaspar nas cordas e Rafael Maia na percuteria (mistura de percussão com bateria) – a Roda de Jazz está sempre aberta para receber músicos convidados para canjas despojada. Com numa autêntica roda de Samba!

A Roda traz standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e permite a liberdade entre ritmos e harmonias dos três estilos: Renata canta sambas em ritmo de Jazz, Jazz com som de Bossa, bossas para sambar e tudo mais que a improvisação permite.

Para acompanhá-la, Renata escolheu nomes como Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, com “Samba é Tudo”; Assis Valente, com “Brasil Pandeiro”; Donga, com “Chora Cavaquinho”; Dorival Caymmi, com “Saudades da Bahia”, Ronaldo Bôscoli e Menescal, com “Rio; e Paulinho da Viola e Elton Medeiros, com “Pra fugir da Saudade”. Sem esquecer, é claro, de Cole Porter, com “At Long Last Love”; Roger and Heart, com My funny Valentine; Duke Ellington, com “Prelude to a Kiss”; e Thelonius Monk, com “Dear Ruby”.

Com um repertório composto de standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e algumas músicas de seu trabalho solo, Renata vai mostrar como os três estilos são complementares e como toda essa mistura resultou em música boa.

Quando for rolar mais Roda, eu aviso!!

Raphael Rabello – Desvairada

Raphael Rabello, tocando Desvairada (Garoto), em 1992, na residência de Pascoal Guimarães, seu amigo. Sem dúvida, um dos maiores violonistas de todos os tempos. Raphael Rabello foi um dos músicos que melhor fez a fusão entre o erudito e o popular. Conseguia transitar entre as salas de concerto e os bares com a mesma competência e harmonia.

Soneto de fidelidade

Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

VINICIUS DE MORAES

Estoril – Portugal, 10.1939

Tom, sobre "Garota de Ipanema"…

“Garota de Ipanema também tem uma coisa universal. Um americano disse que o sentimento da “Garota” passa. O sujeito está lá trabalhando, furando a rua, quebrando pedreira, e dá uma espiada. Esse é um sentimento universal. O cara pára de tomar o chope e olha para a garota, não é? É claro que quando a gente fez não pensou em nada disso. A gente só via a garota passar. O Vinicius era casado, eu era casado, a garota que passava por ali era muito jovem. Nós, como homens casados, não podíamos nos aproximar muito. Ela também certamente queria fugir desse assédio, de homens notoriamente casados e com filhos. Não tinha idade para ter liberdade. Nem cantávamos para ela quando passava. Primeiro, porque não podia tocar violão no botequim. O português proibiu logo, porque violão dá briga. Nossa atitude era bem discreta. Inclusive a garota era filha de um general do SNI, mas nós não sabíamos disso. Nós estávamos ali por causa do chope, não é? Eu pedi ao Vinicius uma letra e ele fez a letra. A gente não achou muito boa, ele fez outra letra. A que ficou foi a terceira letra.”