50 Anos da Bossa Nova

A divertida amizade dos amigos compositoresNem todo mundo está a par, mas a nossa querida e amada Bossa Nova, gênero musical nascido nas rodas da classe média carioca da década de 60 (final de 50, mais precisamente 58), está completando 50 anos de existência.

A primeira música a ser gravada em 1958 foi “Canção do Amor Demais”, com letra de Vinícius de Moraes e apoio musical de Tom Jobim e João Gilberto. A canção foi gravada por Elizete Cardoso e abriu caminho para o ritmo brasileiro mais conhecido e gravado pelo mundo. Foi considerada como a primeira “Bossa Nova”.

Nós, do MPBits, vamos ao longo deste ano, divulgar textos, shows, exposições e o que mais rolar sobre estas tão esperadas comemorações.

Shows com os grandes nomes deste movimento como João Gilberto, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Toquinho, etc…, estão sendo marcados!

O Samba Informal de Mauro Duarte

Capa CD Mauro Duarte

Mauro Duarte (02/06/1930 – 26/08/1989), mais conhecido como “Bolacha”, foi um dos maiores melodistas do nosso samba. Parceiro de Paulo César Pinheiro (entre outros), ele foi o responsável por vários sucessos como “Lama”, “Canto das Três Raças” e outros tantos de Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Alcione, etc…

Deixou cerca de 70 músicas gravadas e mais de 30 músicas inéditas em fitas ou na memória dos seus companheiros, além de tantos outros ainda não terminados.

Neste CD, O SAMBA INFORMAL DE MAURO DUARTE, Cristina Buarque e o grupo Samba de Fato resgatam a obra de Mauro Duarte, dando ênfase para as menos conhecidas do seu repertório, em arranjos muito bem estruturados e que nos transportam para as mesas de bar, tomando uma cerveja, deixando o tempo passar e apreciando um bom samba.

Fatos curiosos deste CD: algumas faixas como “Falou Demais”, “Malandro Não Tem Medo”, etc… eram letras inacabadas que, foram terminadas por Paulo César Pinheiro ou gravadas de maneira incompleta mesmo. Muitas vezes, Mauro Duarte chegava em casa com uma melodia e um “mote” para ser terminado depois, algumas vezes em parceria. Alguns sambas eram esquecidos ou ficavam incompletos mesmo, como na faixa “Não Sou de Implorar”.

A letra de “Samba de Botequim” (de Paulo César Pinheiro) gerou certa polêmica pela concordância verbal nos primeiros versos, mas depois foi availzada por parecer de estudiosos da Língua Portuguesa.

Para quem gosta de bom samba, daqueles que fazem você fechar os olhos e se imaginar em um botequim, ou mesmo para se conhecer mais sobre bons compositores de samba, vale a pena ouvir este CD. MUITO BOM!