Sergio Mendes – Encanto

O novo trabalho de Sergio Mendes parece a continuação do bem sucedido Timeless, ambos produzidos por Will.I.Am e repletos de convidados. Dessa vez o produtor criou boa parte das batidas usando, como matéria prima, baterias de escola de samba; o que causa uma certa estranheza no repertório bossa-novístico de Sergio, e até um cheiro de “samba pra gringo ouvir”. Mas existem várias bolas dentro. Destaque para “Somewhere In The Hills”, cantada por Natalie Cole; e “Dreamer”, com a voz de Lani Hall e o trompete de Herb Alpert. “The look of love”, com Fergie, é candidata a hit jovem do disco. Vanessa da Mata, Carlinhos Brown e Juanes também estão entre os convidados, este último numa faixa que mira o mercado latino. É um disco para agradar vários públicos e é música brasileira de primeira.

Fonte: Site Radio Eldorado FM (Regis Salvarani)

Naná Vasconcelos & Yamandú Costa – Release

Naná Vasconcelos e Yamandú CostaO que podemos esperar da união do maior percussionista do mundo com o maior violonista do Brasil? Naná Vasconcelos e Yamandú Costa se juntam pela primeira vez em um mesmo palco para nos responder essa pergunta.

Donos de sensibilidade e sonoridades únicas, Naná e Yamandú nos ensinam que a música pode ir muito além do que podemos imaginar.

Sozinhos no palco, os dois se multiplicam em cena criando universos que nos remetem às sonoridades mais
diversas, dos pampas a Pernambuco, criando uma mescla bela e inusitada de ritmos como o choro, a milonga, o frevo, o maracatu, entre uma infinidade de influências que coexistem neste mundo lúdico e único.

O repertório traz músicas consagradas como Brejeiro, ao lado de composições de Naná e Yamandú criadas especialmente para o projeto. Com o extremo apuro técnico que lhes é peculiar, executam Vento, Missionerita, Carnavalito, em uma simbiose de gestos e sentidos.

O violão de sete cordas dedilhado por Yamandú procura os caminhos em meio a enxurrada de possibilidades melódicas e harmônicas propostas por Naná. O público é convidado a penetrar nesse universo sem que ele mesmo tome consciência da magnitude daquela experiência, que a cada música se intensifica e muda seus próprios rumos.

É uma música generosa, ora comovente, ora engraçada.

Um encontro histórico, de onde saímos tendo a certeza de que a música nunca irá deixar de nos surpreender.

Teatro da Fecap – de 12/06/2008 a 15/06/2008 – 21hs.