Archive for April, 2008

Documentários sobre Tom Jobim

Tuesday, April 22nd, 2008

A vida e a obra do maestro Tom Jobim serão contadas em dois documentários que serão lançados no ano que vem. “Um Homem Iluminado” é baseado na biografia homônima, escrita pela irmã do compositor, Helena Jobim. O filme terá roteiro adaptado de Nelson Pereira dos Santos e contará com depoimentos de personalidades que dividiram momentos importantes da carreira com Tom Jobim.

Será na Praia Mole, em Florianópolis, o QG de produção do documentário que ele está realizando sobre a vida e obra de Tom Jobim. A escolha de Florianópolis para cenas do filme foi pela semelhança da cidade, que ainda lembra um pouco o Rio de Janeiro dos anos 60. Além de Floripa, Nelson Pereira dos Santos fará cenas na região serrana de Santa Catarina. Porque a natureza era uma das grandes paixões do imortal poeta e maestro soberano.

A Música de Tom Jobim é o título do segundo documentário inspirado na vida e obra do compositor carioca. Na forma de um musical, a produção irá abordar temáticas como o Rio de Janeiro e as mulheres que fizeram parte da vida do maestro.

Fonte: Sucesso e outra fonte não identificada

Choro – Wikipédia

Thursday, April 3rd, 2008

O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo. Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu.

O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são:

“Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu
“Brasileirinho”, de Waldir Azevedo
“Noites Cariocas”, de Jacob do Bandolim
“Carinhoso”, de Pixinguinha

Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado a mais significativa. O chorão mais conhecido e ativo na atualidade é o virtuoso flautista e compositor Altamiro Carrilho, que já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

[Extraído de Choro - Wikipédia]

Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione – WAVE

Thursday, April 3rd, 2008

 Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione em uma “jam”, tocando Wave (Tom Jobim). Sempre é bom ver os grandes nomes do instrumental internacional se divertindo com nossa música. O Victor Biglione por mais que seja argentino, já virou brasileiro a muito tempo!

RENATA GEBARA E A RODA DE JAZZ À BRASILEIRA

Thursday, April 3rd, 2008

Roda de Jazz

Quem nunca ouviu falar numa roda de samba? Carioca que é carioca certamente já. Em qualquer lugar, a qualquer momento, três ou mais amigos se reúnem na mesa de bar pra batucar e cantar e pronto! Está formada mais uma roda de samba.

Quer coisa mais jazzy que o charme do Rio de Janeiro? Andar pelo calçadão de Copacabana, ver o pôr do sol no Arpoador, caminhar por entre as palmeiras imperiais do Jardim Botânico ou pedalar ao redor da Lagoa: em cada esquina uma inspiração pra um Jazz de primeira.

Não é à toa que, da mistura desse dois ritmos, o carioca sempre criativo já tinha criado a Bossa Nova, saída de apartamentos da Avenida Atlântica nos anos 50 e até hoje sinônimo de Brasil no mundo.

Foi unindo essas características do carioca as suas maiores influências musicais – o Jazz e o Samba –, e se questionando por que ninguém fez isso antes, que a cantora Renata Gebara criou a Roda de Jazz à Brasileira: um projeto despojado, despretensioso e, principalmente por causa disso, com a cara do Rio.

Com uma formação dinâmica – Renata Gebara na voz, João Gaspar nas cordas e Rafael Maia na percuteria (mistura de percussão com bateria) – a Roda de Jazz está sempre aberta para receber músicos convidados para canjas despojada. Com numa autêntica roda de Samba!

A Roda traz standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e permite a liberdade entre ritmos e harmonias dos três estilos: Renata canta sambas em ritmo de Jazz, Jazz com som de Bossa, bossas para sambar e tudo mais que a improvisação permite.

Para acompanhá-la, Renata escolheu nomes como Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, com “Samba é Tudo”; Assis Valente, com “Brasil Pandeiro”; Donga, com “Chora Cavaquinho”; Dorival Caymmi, com “Saudades da Bahia”, Ronaldo Bôscoli e Menescal, com “Rio; e Paulinho da Viola e Elton Medeiros, com “Pra fugir da Saudade”. Sem esquecer, é claro, de Cole Porter, com “At Long Last Love”; Roger and Heart, com My funny Valentine; Duke Ellington, com “Prelude to a Kiss”; e Thelonius Monk, com “Dear Ruby”.

Com um repertório composto de standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e algumas músicas de seu trabalho solo, Renata vai mostrar como os três estilos são complementares e como toda essa mistura resultou em música boa.

Quando for rolar mais Roda, eu aviso!!

Raphael Rabello – Desvairada

Thursday, April 3rd, 2008

Raphael Rabello, tocando Desvairada (Garoto), em 1992, na residência de Pascoal Guimarães, seu amigo. Sem dúvida, um dos maiores violonistas de todos os tempos. Raphael Rabello foi um dos músicos que melhor fez a fusão entre o erudito e o popular. Conseguia transitar entre as salas de concerto e os bares com a mesma competência e harmonia.

Soneto de fidelidade

Wednesday, April 2nd, 2008

Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

VINICIUS DE MORAES

Estoril – Portugal, 10.1939

Tom, sobre "Garota de Ipanema"…

Wednesday, April 2nd, 2008

“Garota de Ipanema também tem uma coisa universal. Um americano disse que o sentimento da “Garota” passa. O sujeito está lá trabalhando, furando a rua, quebrando pedreira, e dá uma espiada. Esse é um sentimento universal. O cara pára de tomar o chope e olha para a garota, não é? É claro que quando a gente fez não pensou em nada disso. A gente só via a garota passar. O Vinicius era casado, eu era casado, a garota que passava por ali era muito jovem. Nós, como homens casados, não podíamos nos aproximar muito. Ela também certamente queria fugir desse assédio, de homens notoriamente casados e com filhos. Não tinha idade para ter liberdade. Nem cantávamos para ela quando passava. Primeiro, porque não podia tocar violão no botequim. O português proibiu logo, porque violão dá briga. Nossa atitude era bem discreta. Inclusive a garota era filha de um general do SNI, mas nós não sabíamos disso. Nós estávamos ali por causa do chope, não é? Eu pedi ao Vinicius uma letra e ele fez a letra. A gente não achou muito boa, ele fez outra letra. A que ficou foi a terceira letra.”

Tom conhece Vinicius…

Wednesday, April 2nd, 2008

“Conheci o Vinicius mais ou menos em 53, mais de obas e olás. Em novembro de 1956, começamos a parceria. A verdadeira apresentação ao Vinicius foi feita pelo Lúcio Rangel. Foi aí que começamos o trabalho no “Orfeu da Conceição”. Minha conhecência com Vinicius de Moraes foi uma coisa ligeira. Os amigos do Vinicius era bem mais velhos do que eu, mais velhos que o Vinicius. Nós tínhamos uma diferença de 14 anos, mas o Vinicius tinha amigos mais velhos ainda que ele, como Di Cavalcanti, e tinha aquela turma da idade dele, como o Guimarães Rosa.
O Vinicius fez a letra do “Chega de saudade” do meu lado. Ele não gostava de trabalhar sozinho. Preferia trabalhar ao lado do piano. O Chico preferia que eu mandasse a música para ele. No caso do Vinicius, ele também tocava um violãozinho e fazia músicas muito boas. “Valsa de Eurídice”, “Medo de amar”, “Serenata do adeus”, tudo isso é música e letra de Vinicius. Eu simplesmente orquestrei como está lá nos discos. Botei uma coisinha ou outra, umas cordinhas também. A economia não deixava a gente trabalhar com mais de quatro violinos, às vezes nem isso.
A convivência com o Vinicius foi maravilhosa. Aquela amizade, a gente ria, a gente saía, comia umas coisinhas, comidinha de bêbado, como dizia ele. Uns camarõezinhos e aquele uísque todo. Antes de me conhecer, ele bebia chope no Alcazar. Depois, com a ida para o Itamaraty, foi levando a vida no uísque. Vinicius me levou para aquelas casa bonitas do Cosme Velho, aquelas mulheres bonitas, cheirosas. Ele conhecia a alta sociedade do Rio, esse pessoal tradicional.

Normalmente, a gente começava a compor de tarde, nós estávamos ainda na base do café, mas Vinicius de Moraes não gostava muito de café. Conforme a tarde começava a cair, a gente ia fazendo a música, tomava um cafezinho, os dois fumávamos aqueles cigarros todos, tragando aquela fumaça, no apartamento da Rua Nascimento e Silva,107. Às quatro e meia, começava a cerveja. Vinicius, ao contrário do que esse pessoal todo diz, tomou muito chope. Tenho fotografias dele tomando chope.”

Indignação sobre crítica musical

Wednesday, April 2nd, 2008


Li essa semana, uma crítica sobre um CD (LP Remasterizado) do encontro entre Baden Powell e Stephane Grappelli, La Grande Reunion. O texto foi escrito por Ken Dryden, do All Music Guide.
Na resenha ele escreve (pequeno resumo):

“Powell is a talented guitarist but not exactly at the level of the artists who Grappelli recorded with during his long career. But the music is at least enjoyable even if it isn’t overly memorable. Overall, this now out of print CD will likely be sought only by those who must own Grappelli’s complete discographical output; anyone else can safely bypass this uneven release.”

Vamos lá. A minha dúvida é se o cara CONHECE música brasileira ou apenas não gostou do que ouviu. Acho que gosto realmente é pessoal. Agora quando você vai escrever uma resenha, “profissionalmente”, você tem que se valer de fundamentos para justificar sua opinião. Conhecer a cultura do artista e a sua história também.
Baden Powell foi um dos maiores violonistas do Brasil e do mundo. Sua técnica e bom gosto foram apreciadas internacionalmente. Fez sólida carreira na Europa (tinha residência fixa na França) onde é, até hoje, reverenciado.
O encontro com Stephane Grappelli foi único e mágico. A harmonia entre os dois músicos foi imediata, como se já tocassem juntos a anos. E TODO ESSE DISCO FOI GRAVADO (incluindo ensaio) NO MESMO DIA. DE PRIMEIRA.
Ou seja, o critico americano foi MUITO infeliz na sua resenha.. Prefiro pensar que ele não conhece nossa música e, além disso, emitiu sua opinião pessoal sobre o trabalho. No meu ver, nada profissional.

Os 100 Melhores CDs da MPB

Wednesday, April 2nd, 2008

Comprei hoje esse livro (ver título acima) e fiquei maravilhado. Muito boa seleção. Já estou pesquisando os cds para ver se acho nas lojas aqui no Rio… :)
Para não me demorar em texto longo (o que seria inevitável) sobre este livro, segue o link de uma excelente resenha já feita sobre o mesmo.
Para quem é entusiasta da MPB como eu, ACONSELHO!

P.s.: esse foi o número 1 de 6 livros que comprei hoje.. Depois falo dos outros.