Leoni Digital

A Maioria das pessoas que me conhecem sabem, ao menos, 3 coisas a meu respeito: sou músico, sou viciado em tecnologia (pense em algo, eu estou lá…) e um pesquisador apaixonado pela nossa MPB.

Tive uma grata surpresa quando, essa semana, resolvi tirar um tempo para me aprofundar nos meus twitts e ir verificar o trabalho do Leoni, muito além do compositor e músico já consagrado. Fui averiguar o Leoni crítico, formador de opinião, militante de causas nobres e também altamente “tecnologizado”. Fiquei surpreso. Explico.

A algum tempo acompanhando o Leoni no twitter, eu lia sobre “música líquida”, “música pra baixar”, “manual de sobrevivência no mundo digital” e outros temas que foram me deixando muito curioso para ver o que esse cara estaria aprontando… 🙂

Ao ler o seu blog fui ficando perplexo por reconhecer ali muito do que tenho conversado com diversos amigos músicos e tecnólogos, sobre os caminhos da música diante deste mundo de infinitas possibilidades chamado internet. Da dificuldade que se tem hoje de controle do acesso a músicas que estão disponíveis aos gigabytes pela internet, torrents, etc… Ele é extremamente didático e abrangente, tentando cercar todos os lados dos conceitos, problemas, polêmicas, vantagens, modelos de negócio e tudo mais que envolve a ideia de se ter SIM uma (ou diversas) saída sadia para se ganhar dinheiro com música e ao mesmo tempo ter seu material disponível na internet de forma oficial e livre. Fiquei mais fã ainda do cara (como músico ele dispensa apresentações, certo? Em especial pra música “Fotografia”, uma delícia!).

Prometo (já até falei com ele pelo twitter – super simpático e prestativo) que vou ajudar no que puder para que este movimento vá para frente. Leoni está pensando como MÚSICO, que vive do seu trabalho e que encontrou formas super viáveis e inteligentes de que ambos os lados (músicos e público) convivam em harmonia neste mundo digital e sejam todos felizes.

O conceito da música líquida é fantástico. Já curti a própria expressão: música líquida! Genial.

No seu “Manual de Sobrevivência no Mundo Digital” (download gratuito), Leoni explica o conceito de “música líquida” que inclusive deu nome ao seu blog:

” A música está onipresente, disponível para todos. Como a água na torneira de casa. Por que não aproveitar?”

Genial. Acho que já escrevi isso…

Bom, com o Leoni devidamente informado, vou postar alguns textos dele para que todos entendam melhor esses conceitos todos que, se forem realmente colocados em prática, TODOS vão sair ganhando.

Leoni, parabéns pelo seu trabalho. Por TODO ele. Estamos (eu e o MPBits) contigo.

Partituras musicais para o sistema braille

Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, a oportunidade de se aproximarem ainda mais, graças a um programa de computador desenvolvido por uma pesquisadora da Escola de Música de Brasília.

A professora Dolores Tomé desenvolveu um programa, batizado do Musibraille, que traduz partituras musicais em braille, permitindo sua leitura e manuseio por deficientes visuais. O programa será disponibilizado gratuitamente.

Música e braille

O Musibraille é o primeiro programa de computador em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, que é o sistema de leitura adota internacionalmente para os cegos.

“A partir de agora, poderemos atender a todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille em conjunto com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Software gratuito

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converte todo o conteúdo para a linguagem braille. De acordo com os professores, a meta é distribuir versões do Musibraille em todas as universidades e escolas de música no país.

O software já pode ser baixado pela internet no site www.intervox.nce.ufrj.br/musibraille e também será distribuído a partir de hoje em diversas cidades do, por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até amanhã) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).

Texto extraído, na íntegra, do Blog Inovação Tecnológica (que por sinal, para quem gosta de tecnologia, eu indico!!)

Programa compositor usa inteligência artificial para criar músicas inéditas

Será que vamos parar de ouvir as famosas “músicas de sala de espera de dentista” ou “música de elevador”?? Confesso que essa notícia me intriga… Como músico acho estranho. Quero ouvir algumas das músicas criadas para tentar entender melhor como o sistema “compõe”. Tenho a impressão de que deve ser algo meio óbvio e sem vida. Mas como eles falam em “garantir o grau adequado de emotividade”, vamos ver… Se bem que dependendo do “consultório”, já ouvi muita coisa boa: Maestro Moacir Santos, Sérgio Mendes (quem nunca ouviu uma das zilhões de versões de “Mais Que Nada”?), Tom Jobim, Baden Powell…. Nem dava vontade de ir pra consulta!

Como pesquisador em tecnologia, acho super interessante, de novo, quero ver isso mais de perto. Só falta alguém um dia baixar esse programa para o seu computador e inventar de se lançar como compositor! hehehe

Redação do Site Inovação Tecnológica – 05/06/2009

Pesquisadores espanhóis criaram um programa de computador que, segundo eles, permite que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de música, torne-se um compositor. E, de quebra, eles vislumbram um mundo onde os direitos autorais musicais sejam uma coisa do passado.

Música para caminhões de gás

Utilizando os princípios da inteligência artificial, Miguel Delgado, Waldo Fajardo e Miguel Molina criaram o Inmamusys, um acrônimo para Intelligent Multiagent Music System – sistema de música de multiagentes inteligentes – que é capaz de criar música em tempo real.

Embora não tencionem substituir os compositores tradicionais, os pesquisadores acreditam que o seu programa é a solução definitiva para os caminhões de gás e para os ambientes públicos e para as esperas telefônicas, que tocam repetitivamente as mesmas musiquinhas cansativas e ruins.

Criatividade de máquina

Segundo o estudo, publicado na revista Expert Systems with Applications, o programa é um “sistema inteligente capaz de gerar música automaticamente, garantindo o grau adequado de emotividade (para lidar com o ambiente criado) e originalidade (garantindo que a composição não se repita, seja original e sem fim).”

Os pesquisadores incorporaram no sistema de inteligência artificial os conceitos que eles acreditam suficientes para lidar com as emoções e os sentimentos de quem ouve a música. O resultado é um programa capaz de criar música autonomamente, numa espécie de “criatividade de máquina”.

“Isto é algo que feito normalmente pelos seres humanos, embora eles não entendem como fazem isto. Na realidade, há numerosos processos envolvidos na criação da música e, infelizmente, nós continuamos sem entender muitos deles. Outros são tão complexos que nós não conseguimos analisá-los,” diz Molina.

Se o programa tiver sucesso, e passar pela avaliação de quem ouve, será finalmente possível manter músicas inéditas nos ambientes públicos e nas esperas telefônicas. E sem a necessidade de pagar direitos autorais. Mas será que alguém saberá que o caminhão de gás está chegando se a musiquinha mudar a todo momento?

Bibliografia:
INMAMUSYS: Intelligent multiagent music system
Miguel Delgado, Waldo Fajardo, Miguel Molina
Expert Systems with Applications
Vol.: 36(3), pp. 4574-4580
DOI: 10.1016/j.eswa.2008.05.028

MPB, o que você escuta?

Começando um estudo sobre Música e Meio….

Em uma conversa de bar (onde as melhores conversas acontecem), eu estava comentando sobre a diferença cultural do brasileiro, da nossa enorme variedade e riqueza de estilos, formas musicais, etc…

Baseado nisso, gostaria de saber de vocês, 3 coisas básicas para que possa desenhar o nosso perfil musical diante da MPB:

1 – de onde você é, onde mora? (cidade, estado)

2 – o que costuma ouvir? (de MPB, é claro!)

3 – o que te levou a ouvir essas músicas? (pura vontade mesmo, influência de pais, pancada na cabeça, trauma de infância – qualquer coisa!)

Não se preocupem em escrever muito. Sejam objetivos (mas também fiquem livres para escrever o que vier na telha).

Escrevam no espaço de comentários deste post.

Podem deixar que eu começo!