Tu Sais Je Vais T´Aimer

Henri Salvador

 

 

 

 

 

 

Pra quem ainda não matou a “charada”, essa é a versão (absurdamente linda, por sinal) de “Eu Sei Que Vou Te Amar” em francês. Nesse clip, especificamente, com a interpretação perfeita de Henri Salvador.

Há muito tempo que não vejo alguém cantar com tanta tranquilidade e paz. Na minha opinião, um “João Gilberto” que nasceu na Guiana Francesa, mas que deveria ter nascido no Rio ou em Itapuã…

Bravo!!

Henri Salvador – Tu Sais Je Vais T’Aimer

Leoni Digital

A Maioria das pessoas que me conhecem sabem, ao menos, 3 coisas a meu respeito: sou músico, sou viciado em tecnologia (pense em algo, eu estou lá…) e um pesquisador apaixonado pela nossa MPB.

Tive uma grata surpresa quando, essa semana, resolvi tirar um tempo para me aprofundar nos meus twitts e ir verificar o trabalho do Leoni, muito além do compositor e músico já consagrado. Fui averiguar o Leoni crítico, formador de opinião, militante de causas nobres e também altamente “tecnologizado”. Fiquei surpreso. Explico.

A algum tempo acompanhando o Leoni no twitter, eu lia sobre “música líquida”, “música pra baixar”, “manual de sobrevivência no mundo digital” e outros temas que foram me deixando muito curioso para ver o que esse cara estaria aprontando… 🙂

Ao ler o seu blog fui ficando perplexo por reconhecer ali muito do que tenho conversado com diversos amigos músicos e tecnólogos, sobre os caminhos da música diante deste mundo de infinitas possibilidades chamado internet. Da dificuldade que se tem hoje de controle do acesso a músicas que estão disponíveis aos gigabytes pela internet, torrents, etc… Ele é extremamente didático e abrangente, tentando cercar todos os lados dos conceitos, problemas, polêmicas, vantagens, modelos de negócio e tudo mais que envolve a ideia de se ter SIM uma (ou diversas) saída sadia para se ganhar dinheiro com música e ao mesmo tempo ter seu material disponível na internet de forma oficial e livre. Fiquei mais fã ainda do cara (como músico ele dispensa apresentações, certo? Em especial pra música “Fotografia”, uma delícia!).

Prometo (já até falei com ele pelo twitter – super simpático e prestativo) que vou ajudar no que puder para que este movimento vá para frente. Leoni está pensando como MÚSICO, que vive do seu trabalho e que encontrou formas super viáveis e inteligentes de que ambos os lados (músicos e público) convivam em harmonia neste mundo digital e sejam todos felizes.

O conceito da música líquida é fantástico. Já curti a própria expressão: música líquida! Genial.

No seu “Manual de Sobrevivência no Mundo Digital” (download gratuito), Leoni explica o conceito de “música líquida” que inclusive deu nome ao seu blog:

” A música está onipresente, disponível para todos. Como a água na torneira de casa. Por que não aproveitar?”

Genial. Acho que já escrevi isso…

Bom, com o Leoni devidamente informado, vou postar alguns textos dele para que todos entendam melhor esses conceitos todos que, se forem realmente colocados em prática, TODOS vão sair ganhando.

Leoni, parabéns pelo seu trabalho. Por TODO ele. Estamos (eu e o MPBits) contigo.

Bar x Academia

Como a nossa música é, em muitas das suas deliciosas histórias, ligada na vida noturna dos bares, achei merecida esta “homenagem” ao berço de muitas de nossas melhores músicas (só para ilustrar, Tom e Vinicius tinham carteirinha de “sócio-atleta” de vários bares do Rio).

Este texto eu recebi por email, sem referência de autoria. Se alguém souber, por favor me avise que eu acerto aqui.

Por que será mais fácil frequentar um bar do que uma academia?

01 – Vantagem Numérica

Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho.

1×0 pro bar…

02 – Ambiente

No bar todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia a dia amolece no primeiro gole de cerveja

Na academia todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia..

2×0  pro bar

03 – Amizades simples e sinceras

No bar ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se seu copo está cheio ou vazio.

3 x 0 pro bar.

04 – Compaixão

Você já ganhou alguma “saideira” da academia? Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça?

No bar, com certeza você já ganhou uma cerveja “por conta”

4×0 pro bar..

05 – Liberdade

Você pode falar palavrão na academia?

5×0 pro bar

06 – Libertinagem e Democracia

No bar você pode dividir um banco com uma pessoa do sexo oposto ou do mesmo sexo. O problema é seu…

Na academia, dividir um aparelho dá até briga

6×0 pro bar

07 – Saúde

Você já viu um frequentador de bar reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?

7×0 pro bar

08 – Saudosismo

Alguém já tocou sua música romântica preferida na academia? É só bate-estaca, não é?

8×0 pro bar

09 – Emoção

Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia?

9×0 pro bar

10 – Memória

Você já aprontou algo na academia, digno de contar para os seus netos?

10×0 pro BAR!!!

Portanto, se você tem amigos na academia repasse este informativo para salvá-los do mau caminho…

PS: Você já fez amizade com alguém tomando Gatorade? (saideira…)

Partituras musicais para o sistema braille

Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, a oportunidade de se aproximarem ainda mais, graças a um programa de computador desenvolvido por uma pesquisadora da Escola de Música de Brasília.

A professora Dolores Tomé desenvolveu um programa, batizado do Musibraille, que traduz partituras musicais em braille, permitindo sua leitura e manuseio por deficientes visuais. O programa será disponibilizado gratuitamente.

Música e braille

O Musibraille é o primeiro programa de computador em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, que é o sistema de leitura adota internacionalmente para os cegos.

“A partir de agora, poderemos atender a todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille em conjunto com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Software gratuito

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converte todo o conteúdo para a linguagem braille. De acordo com os professores, a meta é distribuir versões do Musibraille em todas as universidades e escolas de música no país.

O software já pode ser baixado pela internet no site www.intervox.nce.ufrj.br/musibraille e também será distribuído a partir de hoje em diversas cidades do, por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até amanhã) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).

Texto extraído, na íntegra, do Blog Inovação Tecnológica (que por sinal, para quem gosta de tecnologia, eu indico!!)

Família

Um certo dia eu conheci, depois de “velho”, um primo meu da minha idade (também músico) e com o gosto musical muito parecido com o meu. Era um verão em Búzios. Ele veio até onde eu estava na areia e disse: “Muito prazer, eu sou o seu primo Alexandre, e você deve ser o meu tão falado primo Edmundo”.

15 minutos depois de falarmos sem parar de todas as nossas coincidências e afinidades, estávamos os dois, sentados na varanda da casa tocando violão como se fossemos parceiros a anos! Nunca vou me esquecer deste dia. Como que eu nunca tinha cruzado com esse primo antes? Que tempo perdido!

De lá pra cá, estamos sempre juntos, meu filho tem o mesmo nome dele e, é claro, meu primo é padrinho do pequeno.

Xande e Dindo Xande

Xande e Dindo Xande

Sempre que sentamos para tocar, quem está perto se impressiona. Não pelos virtuosismos e escolha de repertório, mas pela mágica que sai desse encontro. Como entender as melodias que nunca foram combinadas e que se encaixam como em um ensaio meticuloso? Os improvisos totalmente encaixados como se fossem escritos para aquela música, as modulações sem aviso e prontamente sub-entendidas e seguidas, as dinâmicas decididas e executadas exatamente como imaginávamos…

Esse é meu primo Alexandre Castilho. Roubando uma de suas mais conhecidas expressões: GÊNIO! Sou um privilegiado de ter ele como primo, família e AMIGO. Desde que nos encontramos na tal vez da praia (e isso já fazem quase 20 anos?), NUNCA nos desentendemos por motivo que fosse e nunca deixamos de fazer festa quando nos encontramos. Fica aqui minha eterna homenagem ao Xande, gênio!

Isso “dito”, eu tomo a liberdade de compartilhar um dos vários momentos que tivemos (mas poucos gravados): Uma vez no Rio, eu pedi para ir no estúdio dele gravar um arranjo que tinha feito de “Trocando em Miúdos”, do Chico Buarque, para violão solo. Ele operando a mesa e eu, no “aquário”, tocando. Ficou razoável (minha auto-crítica é bem severa!), ele deu várias dicas de dinâmica, posição do microfone, etc.. e saiu. Beleza.

Depois do trabalho feito, eu ainda dentro do aquário e ele lá fora na mesa, ele resolveu pegar a sua guitarra (nem vou comentar ele tocando… ) e ficar brincando nas escalas enquanto conversávamos pelo sistema de som. Num dado momento, pedi para ele deixar gravando que queria testar a sonoridade do meu violão (que estava ótima, sem nenhum efeito ficou ótimo mesmo)… Comecei a tocar acordes soltos e me lembrei, por um acorde que fiz, de Águas de Março (Tom Jobim).. Comecei a ordenar os acordes e o Xande sacou na hora qual era a harmonia. Ele de fora, com a guitarra, começou a me acompanhar e – como sempre acontece com a gente – quando vimos estávamos tocando nossa versão, de improviso, do tema!

O que foi gravado foi em uma única tomada, sem cortes ou emendas. Totalmente sem pretensão e compromisso com nada, exceto nossa diversão.

Espero que gostem:

Águas de Março – por Edd e Xande

p.s.: Depois eu falo da minha prima Renata Gebara, cantora e multi-midias!!

Origem dos Grupos de Pagode – T.O.S.

Não resisti em “repostar” um texto que li no Blog do Neo, o excelente T.O.S (Todos Os Sentidos). Parabéns Neo:

Olá pessoas!

O Todos os Sentidos – T.O.S, cumprindo seu papel de veículo formador de opinião coloca no ar a série cultural inútil iniciada com este singelo post. O T.O.S informa que não faz nenhum tipo de acepção a pessoas, estilos, ritmos, manias, grupos, bandas, times, bordões e qualquer comportamento que tenha ligação direta com o texto a seguir ou qualquer outro da série “cultura inútil” que possa ser publicado aqui, mas como o texto era muito engraçado interessante, resolvemos publicá-lo.

A origem do pagode mela cueca, ou pagode meloso, ou pagode gosmento, ou ainda o pagode maria-mole é um tanto quanto desconhecida. DIZ A LENDA que dois camaradas que foram expulsos de um grupo de samba, porque choravam demais, não tinham resistência à bebida e não sabiam tocar cavaquinho, decidiram se juntar e formar um novo grupo…

– Mas não podiam ser uma dupla, porque isso é coisa de sertanejo.

– Não podiam ser um trio, porque isso é coisa de KLB e de dançarinos do É o Tchan.

– Não podiam ficar em quatro porque isso é MPB, tipo MPB 4 & Quarteto em Si.

– Não podiam ser cinco porque isso é coisa de Menudos, Bro’z, Polegar e Dominó.

Então ficou estabelecido que para montar um grupo de pagode é preciso pelo menos 6 pessoas. Além disso existem outros requisitos, que listaremos a seguir:

– Eles devem vir do mesmo bairro e terem mais ou menos a mesma idade.

– Um tem que ter cara de velho safado (podem perceber, sempre tem um).

– Um tem que ser baixinho e terá um nome que termine com “inho”, como Paulinho, Huguinho, Zezinho ou Luisinho.

– Eles devem usar a mesma roupa quando se apresentam, mesmo que ela tenha três (ou mais) cores e lantejoulas.

O esquema de apresentação na TV é o seguinte:

– Um fica na frente, dublando e abraçando as fãs (aquelas meninas que gritam sem parar).

– Um batuca um pandeiro, e outro dubla um cavaquinho.

– O resto se movimenta para os lados e balançam a cabeça em passos sincronizados. Toda vez que na letra da música aparecer a palavra: “você”, é necessário apontar com o dedo indicador e sorrir (tipo sorriso dengoso) para as fãs, ou para o telespectador. Feito.

IMPORTANTE:

Notem que seis é apenas o mínimo necessário, você pode colocar quantos amigos e parentes quiser no grupo.

Muito bom!!

Sobre os dois últimos posts…

Já vieram me questionar o PORQUE de eu escrever sobre 2 artistas estrangeiros já que o Blog, supostamente, é dedicado a música brasileira. Explico:

Tanto o Mick Hucknall (Simply Red) quanto a Feist bebem na nossa fonte a muuuito tempo. É só ouvir os arranjos tanto do DVD do Simply Red como os CDs da Feist para sentir algo bem familiar, um toque bem brasileiro.

Não custa comentar que eu mesmo já topei com o Mick Hucknall mais de uma vez no Rio (uma na cidade e outra em Búzios). Nesse período eu lia na mídia que ele gosta muito de vir ao Brasil a muito tempo, desde a vinda do Simply Red ao Rock In Rio, para pesquisar nossa música e nossa cultura.

Como para mim a Feist é novidade, não sei bem o que ela pensa de nós. Mas TENHO CERTEZA de que se ela nunca veio aqui, deve ou ouvir muito nossa música ou ter músicos brasileiros tocando com ela. A referência é clara.

Dito isso, espero que tenha deixado claro a real referência que encontrei nestes dois gringos (doidos para terem nascido aqui!! hehehehe) e vamos em frente que tem muita música boa a ser descoberta e exposta.

Bom final de semana a todos!

Edd.