Brasileirinho, o filme

DVD Brasileirinho

DVD Brasileirinho

Chegou, esta semana, a minha cópia do documentário Brasileirinho, uma referência sobre o nosso CHORO, estilo musical genuinamente brasileiro (dica do meu amigo Salgado).

Eu realmente não fazia ideia da existência deste documentário. Quando fui no site, fiquei surpreso com a quantidade de excelentes músicos que conseguiram reunir e em tão pouco tempo (nos extras do DVD, o diretor disse que filmaram tudo em 3 semanas!!). Comprei minha cópia na hora.

Assistindo ao DVD, não tem como não ficar arrepiado: os números musicais foram escolhidos a dedo. Quem tocou com quem, a locação, etc… Não consegui desgrudar até o final de tudo (porque tem mais 6 músicas nos extras que não entraram no documentário, além de entrevistas).

O diretor Mika Kaurismaki foi extremamente competente: as imagens do Rio são lindas (Lapa, Estudantina,botecos, rodas de choro) e a qualidade musical… bom, isso não dá para descrever bem com palavras. Recomendo!

Segue resenha do DVD (Rob Digital):

“Mais celebrado do que nunca nas casas de show, salas de concerto e fundos de quintal, o Choro estréia agora também nas telas de cinema. O gênero, surgido no Rio de Janeiro no final do século 19, é o homenageado do documentário musical Brasileirinho – Grandes encontros do Choro contemporâneo (cor, 90 min.), dirigido pelo finlandês Mika Kaurismäki, que conseguiu reunir nas gravações nomes consagrados como Trio Madeira Brasil (Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim), Yamandú Costa, Paulo Moura, Zé da Velha e Silvério Pontes, Marcos Suzano, Jorginho do Pandeiro, Maurício Carrilho, Guinga, Teresa Cristina e Grupo Semente, entre outros.

O DVD, que chega às lojas pelo selo ROB DIGITAL, traz músicas consagradas como Machucando, de Adalberto de Souza; Santa Morena, de Jacob do Bandolim; Brejeiro, de Ernesto Nazareth; e Papo de Anjo, de Radamés Gnattali. Destaque também para O bom filho à casa torna, de Bonfiglio de Oliveira, e Cochichando, de Pixinguinha, João de Barro e A. Ribeiro.”


Pros Que Estão Em Casa – Hojerizah

Esta música marcou uma geração. Junte a isso a voz fantástica do Toni Platão (na minha opinião, uma das melhores vozes do cenário musical brasileiro de todos os tempos) e você tem motivos para se arrepiar. Esta versão é mais atual, uma regravação para o CD com o mesmo nome da música: Pros Que estão Em Casa (o grande sucesso do Hojerizah):

Até bem cedo
Esperei pelo telefonema
Tapando com peneira
O sol que vai nascendo.

Não vou tomar café
Nem escovar os dentes
Vou de aguardente
Como o sol que queima a praça

Bom dia, boa tarde
Good night, quero dar um tapa
De topete e cara
Vi nova york internada

E meu amor nao deu em nada
Nem sobrancelhas eriçadas
E a essa altura do fato 
Nem fumaça tem cano de descarga.

Quem quiser ver o Toni Platão com sua antiga banda, Hojerizah, na década de 80, segue:

Desafinado, por Gilberto Gil e STEVIE WONDER!

O que dizer deste encontro? Confesso que não fazia idéia de que isso tinha rolado. Juro. Mas confesso também que fiquei sem palavras quando vi e só me recordo de ficar o tempo todo de boca aberta e lágrimas nos olhos. Pode parecer demais? Até pode. Mas que ver o Stevie Wonder VIAJANDO na nossa música, composição do mestre/maestro Tom Jobim… isso é um prazer absurdo!!

Como diria meu primo e referência musical, Alexandre Castilho: GÊNIO!!

Sem mais para o momento… curtam!

Maria Rita – Num Corpo Só – Youtube

Sabe quando você vai ver um vídeo no youtube de uma música que você gosta, com uma intérprete que você gosta e pensa que vai ser legal? Pois é….

Tenho o privilégio de “acompanhar” a Maria Rita no twitter. Até aí, todo mundo pode. Hoje ela mandou uma mensagem sobre um vídeo dela que está bombando no youtube (primeira página, pelo menos até onde eu vi….), cantando “Num Corpo Só”, de Arlindo Cruz e Picolé, que é excelente (levada, letra, etc….).

Fui ver…

Realmente, para mim, foi uma experiência absurda. Explico (pelo menos vou tentar..): é inegável notar desde o primeiro instante o REAL prazer que ela tem em estar ali cantando este samba (ok, nem todo dia estamos 100% a fim de fazer algo, muitas vezes são compromissos assumidos e tal). Como isso é claro! Como ela passa prazer em estar ali cantando! É muito bom de ver (vi e revi várias vezes!)

Fica claro também a preocupação, pelas expressões faciais, que ela tem em colocar bem a voz, em se fazer soar perfeita. A preocupação com a qualidade. Absurdo. A cada compasso, a cada nota, você vê uma Maria Rita entregue, se divertindo, doida pra levantar da cadeira e sambar! Sem descuidar, por nenhum momento, da qualidade vocal, da preocupação com a interpretação.

A cada novo trabalho me surpreendo mais com ela. Já gostei do primeiro CD. Sempre disse que ela tinha uma coisa diferente, um prazer, um carinho em cantar que vejo em poucos. Fica visível, em qualquer interpretação dela, a entrega ao momento, à música. Dá vontade de ficar quieto, olhando, curtindo, rindo. Ela faz a gente mais feliz.

Não poderia deixar de comentar também do Quinteto em Branco e Preto: o que seria de uma cantora sem um bom acompanhamento? Competentes, suficientes, exatos. O que tinha de ser.

Parabéns Maria Rita. Você é a personificação da música, ou pelo menos do que eu materializaria caso me pedissem para definir com uma imagem O QUE É MÚSICA. Você me faz uma pessoa mais feliz. Obrigado.

Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione – WAVE

 Stanley Jordan, Wagner Tiso e Victor Biglione em uma “jam”, tocando Wave (Tom Jobim). Sempre é bom ver os grandes nomes do instrumental internacional se divertindo com nossa música. O Victor Biglione por mais que seja argentino, já virou brasileiro a muito tempo!

Raphael Rabello – Desvairada

Raphael Rabello, tocando Desvairada (Garoto), em 1992, na residência de Pascoal Guimarães, seu amigo. Sem dúvida, um dos maiores violonistas de todos os tempos. Raphael Rabello foi um dos músicos que melhor fez a fusão entre o erudito e o popular. Conseguia transitar entre as salas de concerto e os bares com a mesma competência e harmonia.