Chico Buarque – Histórias de Canções

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Comprei neste sábado o livro “Chico Buarque – Histórias de Canções”, de Wagner Homem. Confesso ter perdido a noção do tempo na livraria pelo magnetismo que o livro gerou, não conseguia parar de ler.

A idéia do livro é ótima: uma coletânea de letras do Chico Buarque, só que com comentários (tanto do próprio Chico como do Wagner Homem) sobre o que o levou a escrever/compor cada uma delas. Tudo isso reunido com fotos, paralelos com a história da música brasileira (fatos de época) e muita coisa interessante.

A todos que gostam de história da música brasileira e/ou Chico Buarque, esse livro é altamente recomendado. É daqueles (muitos) que é legal ter na cabeceira para consultar de vez em quando ou quando decidimos ouvir, pela milésima vez, alguma música do Chico. Em mesmo já li, desde ontem, umas 3 vezes.

Na sequência postarei alguns trechos.

A Árvore da Música na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Segue release enviado pelo meu grande amigo Otavio, diretor deste belíssimo documentário. Tive o privilégio de ver alguns trechos. A qualidade da fotografia aliada aos músicos de primeiríssima linha (dão depoimentos, canjas…) é ABSURDA.

Para quem gosta de música, história da música, instrumentos musicais e natureza, vai se emocionar. Esse é pra comprar (quando lançarem em DVD – Blue Ray?) e ter em casa para ver sempre. Segue:

A InterFace Filmes e a North Produções convidam para a exibição do documentário “A Árvore da Música”, dirigido por Otavio Juliano e produzido por Luciana Ferraz e Rogerio Ribeiro na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Domingo – 25/10/2009 – 19:10hrs
UNIBANCO ARTEPLEX 4 – SHOPPING FREI CANECA
Rua Frei Caneca, 569

Segunda – 02/11/2009 – 16:00hrs
CINEMA DA VILA
R. Fradique Coutinho, 361 – Pinheiros

Terça – 03/11/2009 – 14:00hrs
MIS MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
Avenida Europa, 158 – Jardim Europa

Considerado pelo IBAMA espécie da flora brasileira em perigo de extinção, o pau-brasil é matéria prima insubstituível na confecção de arcos de violino e outros instrumentos de corda desde meados de 1700.

O premiado filme documentário “A ÁRVORE DA MÚSICA” resgata o pau-brasil através da relação entre a árvore que deu o nome ao nosso país e a música.

O documentário de 78 minutos filmado em alta definição foi escolhido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro para integrar as comemorações dos seus 200 anos. Finalizado em 2009, já foi selecionado para 10 festivais internacionais de cinema e recebeu o prêmio de melhor filme pela Imprensa/Crítica no 11o F.I.C.A. – Festival Internacional de Cinema Ambiental em Goiás.

Filmado no Brasil, Áustria e França, o documentário “A ÁRVORE DA MÚSICA” conta com as participações e performances de alguns dos mais renomados nomes da música erudita da atualidade como JOSHUA BELL, ANTONIO MENESES, MARC COPPEY, DAVID GARRETT e membros da Orquestra Filarmônica de Viena.

O futuro da música depende da preservação do pau-brasil, uma árvore a beira da extinção.

aarvoredamusica.blogspot.com

www.northproducoes.com.br

Maria Gadú

Maria Gadú

Não sei se todos já ouviram falar de Maria Gadú. Ela é considerada a nova sensação do cenário musical brasileiro. Uma paulistana radicada no Rio, 22 anos com uma voz deliciosa. Explico: o timbre dela é daqueles meio roco, meio preguiçoso, gostoso de ouvir. Super afinada, Maria Gadú ainda tem um excelente gosto pra repertório e arranjos.

No seu CD de estréia, destaco 2 faixas: A História de Lilly Braun (Chico Buarque) e Baba (Kelly Key). Tudo é bom (tem várias levadas gostosas, vale ouvir o CD todo) mas estas duas tem um sabor especial.

A versão dela para a música do Chico ficou totalmente jazz, com muito swing, totalmente solta. Com certeza Chico deu um sorriso…

A releitura de Baba (aquela Baba Baby) me impressionou mais pelo fato de, na sua versão original, ter ficado com uma cara específica – aquela cara de que vai ser aquilo e nunca ninguém vai querer mexer com ela.. Engano total: a versão da Maria Gadú, acústica, deixou espaço para se ouvir sua voz envolvente e a música ainda ganhou nova vida no arranjo intimista e exato. Sem mais nem menos. Foi o que tinha que ser. Mais um ponto pra ela.

No CD tem ainda uma versão de “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel) e a famosa (tá na rádio direto) “Shimbalaiê”, que se significa algo, desconheço…

Mú Carvalho – Multi-mídias

Estou a algum tempo querendo escrever sobre o pianista, arranjador, compositor, “chef” e “enólogo”: Mú Carvalho. Mais do que multi-instrumentista ele é, antes de mais nada, multi-talentoso e uma simpatia.

Tive o prazer de conhecer o Mú e sua adorável mulher, Ana, em um final de semana que estive no Rio de Janeiro. Eu, como músico e fã, já conhecia a história do Mú desde os meus LPs da Cor do Som. Marcou minha adolescência, rodas de violão, luaus… E estava eu ali, sentado do lado do Mú, falando sobre música, história da música e o pior – tendo a AUDÁCIA de TOCAR com ele!!

Descobrimos que até estávamos lendo o mesmo livro “O Resto É Ruído – Escutando o Século XX” – que pretendo comentar aqui ou, quem sabe, conseguir que o Mú o comente.

Neste final de semana de muita música, boa comida e bebida, podemos conversar sobre muitos assuntos extremamente interessantes como o futuro da indústria fonográfica, os meios digitais e as saídas para os artistas venderem mais e fugirem da famosa pirataria. Mais assunto para posts futuros…

Fui presenteado com 2 CDs do trabalho instrumental dele. “O Pianista do Cinema Mudo” e “Óleo Sobre Tela“. Confesso que nunca tinha parado para ouvir o trabalho solo (e instrumental) do Mú antes. Fiquei muito feliz em redescobrir um outro lado dele.

“O Pianista de Cinema Mudo”, como ele mesmo contou, foi uma homenagem a sua avó que foi pianista e tocava nos cinemas mudos da época, como uma trilha sonora, ao vivo, daquelas cenas que passavam na tela. A primeira coisa que me chamou atenção no CD é a versatilidade do Mú em compor músicas em diversos estilos e, quando regrava algo já conhecido (como Tico Tico no Fubá), consegue dar uma cara nova, uma assinatura sua, que integra essa peça de maneira harmoniosa, com o resto do CD. Senti como se estivesse ouvindo um CD de trilha sonora de filme mesmo. A música vai te levando por lembranças e emoções bem diversas. Te aguça sentidos. Como um bom vinho. Eu ouvi, ouvi, ouvi (estava dirigindo na estrada e ficou tocando DIRETO o CD…). Não cansa.

“Óleo Sobre Tela” já me passou uma proposta mais experimentalista. Um blend de instrumentos, timbres e sons que se combinavam em – novamente – estilos diversos. Mú teve a felicidade de reunir músicos da melhor qualidade, como: Armandinho (seu companheiro do Da Cor do Som), Arthur Maia, Pepeu Gomes, Vittor Santos, entre muitos outros.

Esse é Mú Carvalho, um harmonizador de notas musicais.

Mais sobre o artista: http://www.cafebrasil.art.br/mu.htm

Partituras musicais para o sistema braille

Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, a oportunidade de se aproximarem ainda mais, graças a um programa de computador desenvolvido por uma pesquisadora da Escola de Música de Brasília.

A professora Dolores Tomé desenvolveu um programa, batizado do Musibraille, que traduz partituras musicais em braille, permitindo sua leitura e manuseio por deficientes visuais. O programa será disponibilizado gratuitamente.

Música e braille

O Musibraille é o primeiro programa de computador em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, que é o sistema de leitura adota internacionalmente para os cegos.

“A partir de agora, poderemos atender a todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille em conjunto com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Software gratuito

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converte todo o conteúdo para a linguagem braille. De acordo com os professores, a meta é distribuir versões do Musibraille em todas as universidades e escolas de música no país.

O software já pode ser baixado pela internet no site www.intervox.nce.ufrj.br/musibraille e também será distribuído a partir de hoje em diversas cidades do, por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até amanhã) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).

Texto extraído, na íntegra, do Blog Inovação Tecnológica (que por sinal, para quem gosta de tecnologia, eu indico!!)

Pros Que Estão Em Casa – Hojerizah

Esta música marcou uma geração. Junte a isso a voz fantástica do Toni Platão (na minha opinião, uma das melhores vozes do cenário musical brasileiro de todos os tempos) e você tem motivos para se arrepiar. Esta versão é mais atual, uma regravação para o CD com o mesmo nome da música: Pros Que estão Em Casa (o grande sucesso do Hojerizah):

Até bem cedo
Esperei pelo telefonema
Tapando com peneira
O sol que vai nascendo.

Não vou tomar café
Nem escovar os dentes
Vou de aguardente
Como o sol que queima a praça

Bom dia, boa tarde
Good night, quero dar um tapa
De topete e cara
Vi nova york internada

E meu amor nao deu em nada
Nem sobrancelhas eriçadas
E a essa altura do fato 
Nem fumaça tem cano de descarga.

Quem quiser ver o Toni Platão com sua antiga banda, Hojerizah, na década de 80, segue:

Programa compositor usa inteligência artificial para criar músicas inéditas

Será que vamos parar de ouvir as famosas “músicas de sala de espera de dentista” ou “música de elevador”?? Confesso que essa notícia me intriga… Como músico acho estranho. Quero ouvir algumas das músicas criadas para tentar entender melhor como o sistema “compõe”. Tenho a impressão de que deve ser algo meio óbvio e sem vida. Mas como eles falam em “garantir o grau adequado de emotividade”, vamos ver… Se bem que dependendo do “consultório”, já ouvi muita coisa boa: Maestro Moacir Santos, Sérgio Mendes (quem nunca ouviu uma das zilhões de versões de “Mais Que Nada”?), Tom Jobim, Baden Powell…. Nem dava vontade de ir pra consulta!

Como pesquisador em tecnologia, acho super interessante, de novo, quero ver isso mais de perto. Só falta alguém um dia baixar esse programa para o seu computador e inventar de se lançar como compositor! hehehe

Redação do Site Inovação Tecnológica – 05/06/2009

Pesquisadores espanhóis criaram um programa de computador que, segundo eles, permite que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento de música, torne-se um compositor. E, de quebra, eles vislumbram um mundo onde os direitos autorais musicais sejam uma coisa do passado.

Música para caminhões de gás

Utilizando os princípios da inteligência artificial, Miguel Delgado, Waldo Fajardo e Miguel Molina criaram o Inmamusys, um acrônimo para Intelligent Multiagent Music System – sistema de música de multiagentes inteligentes – que é capaz de criar música em tempo real.

Embora não tencionem substituir os compositores tradicionais, os pesquisadores acreditam que o seu programa é a solução definitiva para os caminhões de gás e para os ambientes públicos e para as esperas telefônicas, que tocam repetitivamente as mesmas musiquinhas cansativas e ruins.

Criatividade de máquina

Segundo o estudo, publicado na revista Expert Systems with Applications, o programa é um “sistema inteligente capaz de gerar música automaticamente, garantindo o grau adequado de emotividade (para lidar com o ambiente criado) e originalidade (garantindo que a composição não se repita, seja original e sem fim).”

Os pesquisadores incorporaram no sistema de inteligência artificial os conceitos que eles acreditam suficientes para lidar com as emoções e os sentimentos de quem ouve a música. O resultado é um programa capaz de criar música autonomamente, numa espécie de “criatividade de máquina”.

“Isto é algo que feito normalmente pelos seres humanos, embora eles não entendem como fazem isto. Na realidade, há numerosos processos envolvidos na criação da música e, infelizmente, nós continuamos sem entender muitos deles. Outros são tão complexos que nós não conseguimos analisá-los,” diz Molina.

Se o programa tiver sucesso, e passar pela avaliação de quem ouve, será finalmente possível manter músicas inéditas nos ambientes públicos e nas esperas telefônicas. E sem a necessidade de pagar direitos autorais. Mas será que alguém saberá que o caminhão de gás está chegando se a musiquinha mudar a todo momento?

Bibliografia:
INMAMUSYS: Intelligent multiagent music system
Miguel Delgado, Waldo Fajardo, Miguel Molina
Expert Systems with Applications
Vol.: 36(3), pp. 4574-4580
DOI: 10.1016/j.eswa.2008.05.028

Família

Um certo dia eu conheci, depois de “velho”, um primo meu da minha idade (também músico) e com o gosto musical muito parecido com o meu. Era um verão em Búzios. Ele veio até onde eu estava na areia e disse: “Muito prazer, eu sou o seu primo Alexandre, e você deve ser o meu tão falado primo Edmundo”.

15 minutos depois de falarmos sem parar de todas as nossas coincidências e afinidades, estávamos os dois, sentados na varanda da casa tocando violão como se fossemos parceiros a anos! Nunca vou me esquecer deste dia. Como que eu nunca tinha cruzado com esse primo antes? Que tempo perdido!

De lá pra cá, estamos sempre juntos, meu filho tem o mesmo nome dele e, é claro, meu primo é padrinho do pequeno.

Xande e Dindo Xande

Xande e Dindo Xande

Sempre que sentamos para tocar, quem está perto se impressiona. Não pelos virtuosismos e escolha de repertório, mas pela mágica que sai desse encontro. Como entender as melodias que nunca foram combinadas e que se encaixam como em um ensaio meticuloso? Os improvisos totalmente encaixados como se fossem escritos para aquela música, as modulações sem aviso e prontamente sub-entendidas e seguidas, as dinâmicas decididas e executadas exatamente como imaginávamos…

Esse é meu primo Alexandre Castilho. Roubando uma de suas mais conhecidas expressões: GÊNIO! Sou um privilegiado de ter ele como primo, família e AMIGO. Desde que nos encontramos na tal vez da praia (e isso já fazem quase 20 anos?), NUNCA nos desentendemos por motivo que fosse e nunca deixamos de fazer festa quando nos encontramos. Fica aqui minha eterna homenagem ao Xande, gênio!

Isso “dito”, eu tomo a liberdade de compartilhar um dos vários momentos que tivemos (mas poucos gravados): Uma vez no Rio, eu pedi para ir no estúdio dele gravar um arranjo que tinha feito de “Trocando em Miúdos”, do Chico Buarque, para violão solo. Ele operando a mesa e eu, no “aquário”, tocando. Ficou razoável (minha auto-crítica é bem severa!), ele deu várias dicas de dinâmica, posição do microfone, etc.. e saiu. Beleza.

Depois do trabalho feito, eu ainda dentro do aquário e ele lá fora na mesa, ele resolveu pegar a sua guitarra (nem vou comentar ele tocando… ) e ficar brincando nas escalas enquanto conversávamos pelo sistema de som. Num dado momento, pedi para ele deixar gravando que queria testar a sonoridade do meu violão (que estava ótima, sem nenhum efeito ficou ótimo mesmo)… Comecei a tocar acordes soltos e me lembrei, por um acorde que fiz, de Águas de Março (Tom Jobim).. Comecei a ordenar os acordes e o Xande sacou na hora qual era a harmonia. Ele de fora, com a guitarra, começou a me acompanhar e – como sempre acontece com a gente – quando vimos estávamos tocando nossa versão, de improviso, do tema!

O que foi gravado foi em uma única tomada, sem cortes ou emendas. Totalmente sem pretensão e compromisso com nada, exceto nossa diversão.

Espero que gostem:

Águas de Março – por Edd e Xande

p.s.: Depois eu falo da minha prima Renata Gebara, cantora e multi-midias!!

Desafinado, por Gilberto Gil e STEVIE WONDER!

O que dizer deste encontro? Confesso que não fazia idéia de que isso tinha rolado. Juro. Mas confesso também que fiquei sem palavras quando vi e só me recordo de ficar o tempo todo de boca aberta e lágrimas nos olhos. Pode parecer demais? Até pode. Mas que ver o Stevie Wonder VIAJANDO na nossa música, composição do mestre/maestro Tom Jobim… isso é um prazer absurdo!!

Como diria meu primo e referência musical, Alexandre Castilho: GÊNIO!!

Sem mais para o momento… curtam!

Maria Rita – Num Corpo Só – Youtube

Sabe quando você vai ver um vídeo no youtube de uma música que você gosta, com uma intérprete que você gosta e pensa que vai ser legal? Pois é….

Tenho o privilégio de “acompanhar” a Maria Rita no twitter. Até aí, todo mundo pode. Hoje ela mandou uma mensagem sobre um vídeo dela que está bombando no youtube (primeira página, pelo menos até onde eu vi….), cantando “Num Corpo Só”, de Arlindo Cruz e Picolé, que é excelente (levada, letra, etc….).

Fui ver…

Realmente, para mim, foi uma experiência absurda. Explico (pelo menos vou tentar..): é inegável notar desde o primeiro instante o REAL prazer que ela tem em estar ali cantando este samba (ok, nem todo dia estamos 100% a fim de fazer algo, muitas vezes são compromissos assumidos e tal). Como isso é claro! Como ela passa prazer em estar ali cantando! É muito bom de ver (vi e revi várias vezes!)

Fica claro também a preocupação, pelas expressões faciais, que ela tem em colocar bem a voz, em se fazer soar perfeita. A preocupação com a qualidade. Absurdo. A cada compasso, a cada nota, você vê uma Maria Rita entregue, se divertindo, doida pra levantar da cadeira e sambar! Sem descuidar, por nenhum momento, da qualidade vocal, da preocupação com a interpretação.

A cada novo trabalho me surpreendo mais com ela. Já gostei do primeiro CD. Sempre disse que ela tinha uma coisa diferente, um prazer, um carinho em cantar que vejo em poucos. Fica visível, em qualquer interpretação dela, a entrega ao momento, à música. Dá vontade de ficar quieto, olhando, curtindo, rindo. Ela faz a gente mais feliz.

Não poderia deixar de comentar também do Quinteto em Branco e Preto: o que seria de uma cantora sem um bom acompanhamento? Competentes, suficientes, exatos. O que tinha de ser.

Parabéns Maria Rita. Você é a personificação da música, ou pelo menos do que eu materializaria caso me pedissem para definir com uma imagem O QUE É MÚSICA. Você me faz uma pessoa mais feliz. Obrigado.