Origem dos Grupos de Pagode – T.O.S.

Não resisti em “repostar” um texto que li no Blog do Neo, o excelente T.O.S (Todos Os Sentidos). Parabéns Neo:

Olá pessoas!

O Todos os Sentidos – T.O.S, cumprindo seu papel de veículo formador de opinião coloca no ar a série cultural inútil iniciada com este singelo post. O T.O.S informa que não faz nenhum tipo de acepção a pessoas, estilos, ritmos, manias, grupos, bandas, times, bordões e qualquer comportamento que tenha ligação direta com o texto a seguir ou qualquer outro da série “cultura inútil” que possa ser publicado aqui, mas como o texto era muito engraçado interessante, resolvemos publicá-lo.

A origem do pagode mela cueca, ou pagode meloso, ou pagode gosmento, ou ainda o pagode maria-mole é um tanto quanto desconhecida. DIZ A LENDA que dois camaradas que foram expulsos de um grupo de samba, porque choravam demais, não tinham resistência à bebida e não sabiam tocar cavaquinho, decidiram se juntar e formar um novo grupo…

- Mas não podiam ser uma dupla, porque isso é coisa de sertanejo.

- Não podiam ser um trio, porque isso é coisa de KLB e de dançarinos do É o Tchan.

- Não podiam ficar em quatro porque isso é MPB, tipo MPB 4 & Quarteto em Si.

- Não podiam ser cinco porque isso é coisa de Menudos, Bro’z, Polegar e Dominó.

Então ficou estabelecido que para montar um grupo de pagode é preciso pelo menos 6 pessoas. Além disso existem outros requisitos, que listaremos a seguir:

- Eles devem vir do mesmo bairro e terem mais ou menos a mesma idade.

- Um tem que ter cara de velho safado (podem perceber, sempre tem um).

- Um tem que ser baixinho e terá um nome que termine com “inho”, como Paulinho, Huguinho, Zezinho ou Luisinho.

- Eles devem usar a mesma roupa quando se apresentam, mesmo que ela tenha três (ou mais) cores e lantejoulas.

O esquema de apresentação na TV é o seguinte:

- Um fica na frente, dublando e abraçando as fãs (aquelas meninas que gritam sem parar).

- Um batuca um pandeiro, e outro dubla um cavaquinho.

- O resto se movimenta para os lados e balançam a cabeça em passos sincronizados. Toda vez que na letra da música aparecer a palavra: “você”, é necessário apontar com o dedo indicador e sorrir (tipo sorriso dengoso) para as fãs, ou para o telespectador. Feito.

IMPORTANTE:

Notem que seis é apenas o mínimo necessário, você pode colocar quantos amigos e parentes quiser no grupo.

Muito bom!!

MPB, o que você escuta?

Começando um estudo sobre Música e Meio….

Em uma conversa de bar (onde as melhores conversas acontecem), eu estava comentando sobre a diferença cultural do brasileiro, da nossa enorme variedade e riqueza de estilos, formas musicais, etc…

Baseado nisso, gostaria de saber de vocês, 3 coisas básicas para que possa desenhar o nosso perfil musical diante da MPB:

1 – de onde você é, onde mora? (cidade, estado)

2 – o que costuma ouvir? (de MPB, é claro!)

3 – o que te levou a ouvir essas músicas? (pura vontade mesmo, influência de pais, pancada na cabeça, trauma de infância – qualquer coisa!)

Não se preocupem em escrever muito. Sejam objetivos (mas também fiquem livres para escrever o que vier na telha).

Escrevam no espaço de comentários deste post.

Podem deixar que eu começo!

Sobre os dois últimos posts…

Já vieram me questionar o PORQUE de eu escrever sobre 2 artistas estrangeiros já que o Blog, supostamente, é dedicado a música brasileira. Explico:

Tanto o Mick Hucknall (Simply Red) quanto a Feist bebem na nossa fonte a muuuito tempo. É só ouvir os arranjos tanto do DVD do Simply Red como os CDs da Feist para sentir algo bem familiar, um toque bem brasileiro.

Não custa comentar que eu mesmo já topei com o Mick Hucknall mais de uma vez no Rio (uma na cidade e outra em Búzios). Nesse período eu lia na mídia que ele gosta muito de vir ao Brasil a muito tempo, desde a vinda do Simply Red ao Rock In Rio, para pesquisar nossa música e nossa cultura.

Como para mim a Feist é novidade, não sei bem o que ela pensa de nós. Mas TENHO CERTEZA de que se ela nunca veio aqui, deve ou ouvir muito nossa música ou ter músicos brasileiros tocando com ela. A referência é clara.

Dito isso, espero que tenha deixado claro a real referência que encontrei nestes dois gringos (doidos para terem nascido aqui!! hehehehe) e vamos em frente que tem muita música boa a ser descoberta e exposta.

Bom final de semana a todos!

Edd.

Simply Red – Cuba!

DVD Simply Red - Cuba!

DVD Simply Red - Cuba!

Eu já devia ter falado deste DVD a muito tempo mas sempre tive preguiça. Pois bem…

Eu comprei a algum tempo (pelos menos uns 2 anos) o DVD do show do Simply Red gravado no El Grand Teatro de Cuba. Este show foi um trabalho de mais de 2 meses de preparação na ilha dos Castro, onde o lider e cantor Mick Hucknall foi juntando os pedaços para este registro absurdo da carreira do grupo. Foi adicionado ao grupo o naipe de cordas da Orquestra do Teatro de Cuba assim como bailarinos de um grupo cubano de dança contemporânea. Ah, e teve um trompetista (que me esqueci o nome) que foi “convocado” para o solo de “Perfect Love”, quebrando tudo! Muito bom!

O show já começa de forma inusitada (não vou contar para não perder a graça de quem ainda não viu) e, partindo de voz e piano, a cada música o palco vai sendo montado – na frente do público – ganhando músicos e formas até estar completo, fantástico!

O repertório, como não poderia deixar de ser, seguiu a linha dos “hits” do Simply Red (sem o MENOR problema!) mas com o detalhe de seguir os arranjos do álbum “Simplified”, tudo no melhor estilo “acústico”.

Além das versões impecáveis para os eternos sucessos, a iluminação, e todos os detalhes do DVD merecem serem vistos várias vezes. O som (DTS) ficou muito bom também.

Feist

Capa do CD

CD Let it Die

Estive no Rio neste feriado onde me encontrei com a minha amada e multi-talentosa prima Renata Gebara. Como sempre fazemos, nos encontramos para falar – dentre tantos outros assuntos – de música. Sempre trocamos umas figurinhas pois ela, assim com eu, resolveu atacar de DJ.

Trocando informações e sons, ela me mostrou 2 CDs da cantora Feist (Let it Die & The Reminder). Estes álbuns contém uma combinação de jazz, bossa nova e indie rock, na medida certa.

Fiquei muito bem impressionado pela qualidade despretensiosa das músicas. Todas em uma levada gostosa e, na sua maioria, intimistas. Uma delícia para se ouvir a qualquer momento. Recomendo!

De todas as músicas (dos 2 CDs), a que eu mais gostei foi INSIDE AND OUT, do CD Let It Die.

A Linguiça – Arnaldo Jabor

A LINGUIÇA

Arnaldo Jabor

À medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30.
Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando…
Vai fazer alguma coisa que queira fazer… E geralmente é alguma coisa bem mais interessante..
Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que e quem quer.
Elas definitivamente não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados… Elas sempre sabem…
Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens… Por que será, hein??
Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça…
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
Infelizmente isto não é recíproco, pois prá cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada,
sexy e resolvida, há um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para
uma garota de 19 anos…
Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!
Para todos os homens que dizem: ‘Por que comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?’, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

Porque ‘as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!’

Maestros, Obras-Primas & Loucura

Comprei neste final de semana o livro “Maestros, Obras-Primas & Loucura: A Vida Secreta e a Morte Vergonhosa da Indústria da Música Clássica” de Norman Lebrecht (Editora Record).

Como estou bem no começo (mesmo já achando super interessante a abordagem do autor), ainda não tenho uma crítica completa do conteúdo. Por isso, transcrevo a resenha que li no Blog do João Luiz Sampaio:

O fim de tudo? Não exatamente

Maio 29, 2008

Na semana que vem chega às livrarias a tradução para o português do livro mais recente de Norman Lebrecht, “Maestros, Obras-Primas & Loucura: A Vida Secreta e a Morte Vergonhosa da Indústria da Música Clássica” (Record). O título, traduzido da edição americana, é equivocado – não é a indústria da música clássica que morreu mas, sim, segundo o autor, a indústria de gravações de clássicos.

É certo que Lebrecht quer provar que não dá para pensar no mercado musical do século 20 sem concluir que a indústria dos discos foi fundamental em sua construção, alterando e moldando não apenas o repertório mas o tipo de interpretação que dele se espera. Seria possível, então, concluir que, com o fim dos CDs, acabaria o mercado também. Certo?

A obra de Lebrecht está repleta de silogismos como esse, que levam a previsões catastróficas mas que, no final das contas, são mais exacerbações, com o objetivo de explorar inúmeras possibilidades de pensamento, que verdades ou previsões absolutas. Se a indústria acabou, a música gravada não parece estar chegando ao fim mas, sim, entrando em outro contexto, outra situação tecnológica. Enfim, logo vou voltar à obra no jornal e falo mais do assunto.

Digo só que, colocada essa restrição, o livro é interessante, nos apresenta diversos personagens pouco conhecidos e obscuros do mundo das gravações, além de fornecer números curiosos e impressionantes. Por exemplo: sabe qual o disco mais vendido da história dos clássicos? Callas? Karajan? Três Tenores? Não, é o “Anel” de Georg Solti. Em breve, conversamos mais sobre o tema.”

Depois que eu acabar de ler, deixo minha opinião!

Sergio Mendes – Encanto

O novo trabalho de Sergio Mendes parece a continuação do bem sucedido Timeless, ambos produzidos por Will.I.Am e repletos de convidados. Dessa vez o produtor criou boa parte das batidas usando, como matéria prima, baterias de escola de samba; o que causa uma certa estranheza no repertório bossa-novístico de Sergio, e até um cheiro de “samba pra gringo ouvir”. Mas existem várias bolas dentro. Destaque para “Somewhere In The Hills”, cantada por Natalie Cole; e “Dreamer”, com a voz de Lani Hall e o trompete de Herb Alpert. “The look of love”, com Fergie, é candidata a hit jovem do disco. Vanessa da Mata, Carlinhos Brown e Juanes também estão entre os convidados, este último numa faixa que mira o mercado latino. É um disco para agradar vários públicos e é música brasileira de primeira.

Fonte: Site Radio Eldorado FM (Regis Salvarani)

Naná Vasconcelos & Yamandú Costa – Release

Naná Vasconcelos e Yamandú CostaO que podemos esperar da união do maior percussionista do mundo com o maior violonista do Brasil? Naná Vasconcelos e Yamandú Costa se juntam pela primeira vez em um mesmo palco para nos responder essa pergunta.

Donos de sensibilidade e sonoridades únicas, Naná e Yamandú nos ensinam que a música pode ir muito além do que podemos imaginar.

Sozinhos no palco, os dois se multiplicam em cena criando universos que nos remetem às sonoridades mais
diversas, dos pampas a Pernambuco, criando uma mescla bela e inusitada de ritmos como o choro, a milonga, o frevo, o maracatu, entre uma infinidade de influências que coexistem neste mundo lúdico e único.

O repertório traz músicas consagradas como Brejeiro, ao lado de composições de Naná e Yamandú criadas especialmente para o projeto. Com o extremo apuro técnico que lhes é peculiar, executam Vento, Missionerita, Carnavalito, em uma simbiose de gestos e sentidos.

O violão de sete cordas dedilhado por Yamandú procura os caminhos em meio a enxurrada de possibilidades melódicas e harmônicas propostas por Naná. O público é convidado a penetrar nesse universo sem que ele mesmo tome consciência da magnitude daquela experiência, que a cada música se intensifica e muda seus próprios rumos.

É uma música generosa, ora comovente, ora engraçada.

Um encontro histórico, de onde saímos tendo a certeza de que a música nunca irá deixar de nos surpreender.

Teatro da Fecap – de 12/06/2008 a 15/06/2008 – 21hs.

50 Anos da Bossa Nova

A divertida amizade dos amigos compositoresNem todo mundo está a par, mas a nossa querida e amada Bossa Nova, gênero musical nascido nas rodas da classe média carioca da década de 60 (final de 50, mais precisamente 58), está completando 50 anos de existência.

A primeira música a ser gravada em 1958 foi “Canção do Amor Demais”, com letra de Vinícius de Moraes e apoio musical de Tom Jobim e João Gilberto. A canção foi gravada por Elizete Cardoso e abriu caminho para o ritmo brasileiro mais conhecido e gravado pelo mundo. Foi considerada como a primeira “Bossa Nova”.

Nós, do MPBits, vamos ao longo deste ano, divulgar textos, shows, exposições e o que mais rolar sobre estas tão esperadas comemorações.

Shows com os grandes nomes deste movimento como João Gilberto, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Toquinho, etc…, estão sendo marcados!